Preparação das Caldas

EM CASO DE INTOXICAÇÃO LIGUE
Centro de Informação Antivenenos
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Lei n.º 26/2013 de 11 de abril

PREPARAÇÃO DAS CALDAS

 

A preparação das caldas de produtos fitofarmacêuticos, é uma das fases mais importantes de um tratamento fitossanitário, a que pode comprometer a eficácia do próprio tratamento e a que pode trazer mais riscos de saúde para o Agricultor, porque nesta fase o agricultor trabalha com o produto formulado na sua forma concentrada, tem por isso para sua salvaguarda e do meio ambiente tomar um conjunto de procedimentos que passamos a discriminar na preparação da calda:

 

ESCOLHA DO LOCAL
Escolher um local com tomada de água e afastado, pelo menos 10 m, dos cursos de água, poços, valas ou nascentes;
O local deve estar preferencialmente sob cobertura, não dispor de paredes laterais e deve permitir a instalação de uma bacia de retenção, amovível ou não, concebida de forma a não ser suscetível de inundação e a facilitar a limpeza de eventuais derrames e recolha de efluentes, de modo a evitar a contaminação do solo, águas subterrâneas ou superficiais da área circundante.

 

PREPARAÇÃO
-Vestir os equipamentos de proteção Individual (por norma o rótulo dos produtos faz indicação dos EPI mais indicados):
Luvas de nitrilo forte Norma EN 374 e;
Mascara,
Óculos,
Fato
Botas.
– Leitura obrigatória do rótulo antes de começar. Deve ser realizado um correto cálculo do volume de calda a aplicar, de modo a minimizar os volumes de calda excedentes.

Pós-Tratamento

Os excedentes de calda, quando existam:
a) Devem ser aplicados, após diluição com água, sobre coberto vegetal não tratado de outras áreas não visadas pelo tratamento e afastadas de poços, cursos ou outras fontes de água;
b) Não sendo possível aplica-los num coberto vegetal, devem ser eliminados sem diluição nas instalações e condições referidas na alínea c) do número anterior, aplicando -se os respetivos procedimentos.
Na limpeza dos equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos, os aplicadores devem respeitar os seguintes requisitos mínimos de segurança:
a) Utilizar EPI adequado;
b) Proceder à lavagem exterior e interior do equipamento junto à área tratada e sobre uma superfície com coberto vegetal não destinado ao consumo humano ou animal, devendo a mesma ser realizada com o mínimo de volume de água possível;
c) Não sendo possível proceder à lavagem do equipamento junto à área tratada, deve ser utilizado um local próprio que obedeça os requisitos da Lei n.º 26/2013 de 11 de abril aplicando -se os respetivos procedimentos:
i) Os efluentes ser recolhidos num tanque coletor estanque, depósito ou aterro construído com material biologicamente ativo, de modo a promover a degradação dos resíduos do produto fitofarmacêutico ou a sua concentração, por via da evaporação da componente líquida do efluente; ou
ii) Os efluentes ser recolhidos em recipiente próprio para o efeito e encaminhados para um sistema de tratamento, como previsto na subalínea anterior, de modo a promover a sua degradação biótica ou abiótica;
iii) Em alternativa ao previsto na subalínea anterior, os efluentes provenientes de eventuais derrames e outros resíduos podem, ainda, ser encaminhados para um sistema de tratamento de efluentes licenciado para a gestão e valorização de resíduos perigosos;